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Resumo da Conferência TechKnowledge Reimagine Learning, da Association for Talent Development (ATD)

Por Jennifer Juo (@jenjuo)
Gerente Sênior de Marketing de Conteúdo na Udemy for Business

Tive a oportunidade de participar da Conferência TechKnowledge Reimagine Learning, da Association for Talent Development (ATD), que ocorreu em Las Vegas, no início de Janeiro deste ano. Com cerca de 1.500 participantes, a Conferência da ATD apresentou as últimas tendências tecnológicas no desenvolvimento de talentos, além de ter sido uma oportunidade de mostrarmos como a plataforma de aprendizado corporativo da Udemy for Business pode ajudar a redefinirmos o aprendizado nas organizações.

Alguns dos pontos mais relevantes sobre as incríveis tendências inovadoras que estão acontecendo no aprendizado corporativo são:

1. A VR ainda não chegou a ser uma realidade virtual

Embora Las Vegas sempre seja um pouco barulhenta, com muitas luzes e caça-níqueis, eu consegui ter a oportunidade de experimentar um headset de realidade virtual, o Oculus. Minha opinião? Não entendi o porquê de tanto furor. Eu experimentei uma escalada em realidade virtual, mas a experiência não foi nada parecida com a realidade: foi fácil demais e não me trouxe nenhuma sensação de medo ou risco. Neste momento, a tecnologia de realidade virtual não é, bem, uma “realidade”, e se parece mais com um vídeo game interativo de 360º. A sensação foi semelhante à de usar o Xbox Kinect ou o Wii, com a única diferença de que você pode girar sua cabeça e olhar ao redor. Em resumo: a realidade virtual, no sentido literal da palavra, ainda vai demorar alguns anos para chegar. O desafio que eu consigo enxergar para o uso da realidade virtual na recriação de ambientes de aprendizado imersivo é que o usuário sempre saberá que se trata de um game, que aquilo não é “real” e que provavelmente não causará as mesmas sensações do mundo real. Por exemplo, no treinamento militar ou policial, a pessoa sabe que não vai morrer. Isso faz uma enorme diferença em suas ações e decisões. Embora seja uma ferramenta de treinamento inovadora, ela ainda não atingiu a totalidade de seu potencial.

2. Os uso de dados como um sexto sentido está mudando o mercado de trabalho

Com o crescimento do big data, estamos vivenciando uma nova e incrível revolução no mercado de trabalho. Se antes vivíamos em um ambiente com escassez de dados, hoje vivemos na era da abundância de dados. Com todos os tipos de informações bem ao alcance de nossas mãos (tudo, desde o que é necessário para sermos bons gestores até a razão pela qual as pessoas vão embora), os líderes de Aprendizado e Desenvolvimento (A&D) podem usar esses dados para moldar o comportamento que desejam.

De acordo com Rahaf Harfoush, uma antropóloga digital e autora do livro The Decoded Company, quando usamos “dados como um sexto sentido” e os aplicamos para modificar comportamentos, podemos, criar “ecossistemas projetados” ou experiências de trabalho significativas. Ela compartilhou o famoso exemplo do Projeto Oxigênio do Google. Após três meses de análises de tipos de dados, desde avaliações de desempenho até e-mails, a equipe Analítica de Pessoas do Google identificou oito características principais dos gerentes de sucesso da empresa. Em seguida, eles utilizaram esses dados para reformular a maneira como recrutavam gerentes e criaram oito novos módulos de treinamento, com foco em ensinar cada característica a seus gerentes já existentes. O resultado? Os gerentes melhoraram até 70% suas avaliações de desempenho, em relação às oito características desejadas, como ser um bom coach, não fazer microgerenciamento e demonstrar empatia. Rahaf Harfoush descreve isso como a criação de uma cultura com propósito ou a construção de ecossistemas projetados usando o poder do big data.

3. O aprendizado colaborativo é uma forma poderosa de aprendizado

De acordo com pesquisas educacionais, existem duas características que constituem os bons ambientes de aprendizado: o aprendizado ativo e os relacionamentos. Assim, faz sentido que o ambiente colaborativo oferecidos pelas mídias sociais crie um lugar natural para aprender.

Não há nada como pedir para que um colega nos mostre como algo deve ser feito. Imagine multiplicar isso por dezenas ou centenas de vezes. Este é o poder das mídias sociais. Porém, como podemos promover a colaboração e fazer com que as pessoas interajam? Não podemos forçar as pessoas a serem sociais, mas a equipe de A&D pode promover o ambiente certo para que o aprendizado colaborativo ocorra. Por exemplo, a equipe pode criar um espaço digital para o ensino, lançando mão do potencial de “aprendizado colaborativo”, possibilitando que os funcionários interajam e criem conteúdo em fóruns de discussões por chat, páginas wiki internas ou canais de troca de mensagens no Slack. Este tipo de aprendizado informal que ocorre nas conversas cotidianas offline, que estão ficando cada vez mais online, está crescendo. O aprendizado colaborativo social pode reforçar o que foi ensinado em configurações formais, criando ambientes de apoio entre os colegas para o aprendizado contínuo sob demanda.

4. A Geração do Milênio está impulsionando o aprendizado autônomo

Nesta era em que temos tantos recursos de aprendizado online disponíveis sob demanda, a Geração do Milênio pode encontrar, por si própria, aquilo de que precisa. Essa mesma geração também espera que a tecnologia do aprendizado tenha foco em atender as necessidades do cliente. Eles querem que o aprendizado seja divertido e envolvente, como Netflix, com classificações e avaliações que os ajudem a ir direto ao ponto e selecionar aquilo que buscam. Nosso Relatório de Índice de Aprendizado identificou que a Geração do Milênio corresponde ao maior grupo de pessoas que aprendem online em nossa plataforma Udemy, totalizando 48%, na frente da Geração X e da Geração Baby Boom na força de trabalho. O que isso significa para o A&D? Isso significa que é necessário oferecer uma gama de recursos de aprendizado que sejam realmente excelentes e inovadores, disponibilizando-os para que sua força de trabalho os utilize quando e onde quiser. Descubra quais são os recursos online que seus funcionários estejam realmente utilizando e traga essas soluções para o mercado de trabalho, a fim de criar um ambiente familiar e aumentar o envolvimento no aprendizado.

5. O A&D no papel de curador e consultor de conteúdo educacional

Trazer recursos externos interessantes para criar um ambiente de aprendizado misto também significa que os profissionais de A&D precisam se tornar curadores e consultores confiáveis de conteúdo. Jennifer Hofman, da Insync Training, explica que ao sermos curadores, estamos validando os recursos que coletamos. Sendo assim, é importante que compartilhemos a razão pela qual nos identificamos com um determinado recurso. Pense em uma livraria independente ou em uma biblioteca com livros recomendados por membros da equipe, contendo observações sobre o porquê de terem gostado desse livro específico. Quando você demonstra entusiasmo com algo, as pessoas têm mais probabilidade de seguir seus passos. Se for realmente bom, elas vão começar a ver você como um especialista confiável.

Este é um momento animador para fazermos parte do A&D. Contudo, às vezes, a diversidade das novas tecnologias e abordagens pode ser esmagadora. Então, pense grande e comece aos poucos.

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